ORIENTE MÉDIO: O PRINCÍPIO DE UMA NOVA ERA

Dizem que as mudanças são benéficas ao progresso e crescimento, seja ele pessoal ou coletivo, visto que o ser humano é afeito a experimentações, a novidades. Contudo, quando se muda não se perde uma identidade, como um jogo de exclusão, o que acontece é uma reformulação, uma reorganização dessas peculiaridades. Por isso, a mudança, precisa ser feita em prol da coletividade e em respeito à continuidade cultural do Oriente Médio.
Enfatizo esse ponto porque as mudanças que ocorrem naquela região parecem ter um fundo falso, isto é, a ideia de uma nova era, de um novo modelo de gestão, maquia a perspectiva político-econômica, que envolve, em especial, a produção e distribuição do petróleo daquela região. Este é viés que não se pode desconsiderar!
A promoção de uma pretensa democracia, em países de estruturas rígidas e de legado ditatorial marcante, pode desencadear repúblicas insurgentes, pouco pacíficas, além de possíveis desníveis sociais acentuados, como a desigualdade social.
As rupturas contra regimes monárquicos e ditatoriais são benéficas na medida em que as populações de países como Egito, Iêmen, Líbia, Afeganistão, entre outros, não sejam manipuladas, que suas riquezas não sejam usadas em manobras políticas e/ou contratos inescrupulosos. Os bens materiais e culturais do Oriente Médio não podem ser desfigurados, pela “gula” e imediatismo do capitalismo.
Uma nova era estar por vir, esperamos que se construa com mais paz, justiça, igualdade, fraternidade, a um povo que vivia subjugado e começa a ter esperança de dias melhores. Que não seja apenas uma trama, além Oriente, com propósitos de acesso a uma região estratégica de riquezas minerais.