DISCURSO SUPÉRFLUO E DETURPADO

Há momentos que o discurso intimista e a pretensa vontade empática apenas camuflam outros sentidos e efeitos prioritariamente individualistas. Prova disso, é a mudança de discurso, é o afastamento ou aproximação estratégica, é o elogio exarcebado, é o comportamento paradoxal.
Existe uma falta patente de autenticidade nas relações, e os discursos refletem, nas suas entrelinhas, marcas da personalidade e reais projetos de formadores de opinião, de representantes da sociedade, das trocas linguísticas marcadas pelo jogo de poder e decisão.
Quando analisamos mais profundamente, observamos pela ponta do iceberg que as intenções se voltam para propósitos egoístas e de autopromoção megalomaníaca.
É perceptível a esquizofrenia causada pelo poder e pelo dinheiro no ser humano. Os valores se apequenam, a alma se espreita, os significados ganham outras conotações cômodas. Nem mesmo a maquiagem argumentativa, as ‘boas intenções’, a posição de vítima, tem o fortúnio fortuito de conseguir ludibriar a mente aguçada, o observador analítico.
Há de se desconfiar bastante do discurso pelo poder, das soluções mágicas, das posições presunçosas de neutralidade, de ideias arrogantes, das fantásticas facilidades!