A VIDA, O TEMPO E O AMOR

Tenho me convencido de que não somos feitos de ossos e músculos, somos feitos de magia, de sentimentos, de sonhos. Acredito, cada vez mais, que as convenções dessa vida estão aí para serem quebradas, tornando nossa mísera vida em algo realmente importante.
Envolvemos-nos tanto com a rotina, com o aproveitamento comercial de nosso tempo, com as satisfações materiais, mas a vida tem prazo de validade e tanto coisa boa, singela e simples ainda nos esperam, enquanto naufragamos no trabalho e no acúmulo de bens.
Ultimamente, vivemos como se o tempo fosse o nosso inimigo, como se os passos lentos nos atrapalhassem a caminhada, como se as coisas delicadas e, ao mesmo tempo, substanciais precisassem de datas esporádicas e distantes para acontecer. Materializamos-nos demais: petrificamos-nos!
A vida tem sido temerariamente vazia, o tempo emperra para o abismo da insensatez e da insanidade cosmopolita, o amor se torna mais e mais um conto de fadas. Já não temos doces novembros, os rios de janeiro não tem a mais cor divinal. Para ser feliz não é preciso a chegada do carnaval...
As cores multifacetadas e joviais não precisam se perder nas veredas da vida. As relações podem ser mais do que oportunidades, interesses pessoais, posicionamentos políticos, aparências. Ultrapassando essas fronteiras encontraremos grandes tesouros... Há tempo para tudo, mas tudo é matéria propicia a construção de nossa realização!