AOS FRÁGEIS UM MAR DE LAMA

“No município amazonense de São Gabriel da Cachoeira, na fronteira do Brasil com a Colômbia, um homem branco compra a virgindade de uma menina indígena com aparelho de celular, R$ 20, peça de roupa de marca e até com uma caixa de bombons” (www1.folha.uol.com.br). Parece que o trabalho de anos realizado pela italiana Dorothy Stang caiu no esquecimento...
Vivemos numa sociedade coberta por um mar de lama, de imundície, em que os meios justificam os fins, mesmo que isso seja a prostituição, a morte, o roubo, o tráfego, a desonestidade, a deterioração dos valores mais quistos do ser humano.
A culpa de atrocidades desse tipo pertence a muitos. Na verdade a culpa passa pelos ombros dos omissos, daqueles que vivem de promessas, da cultura desvirtualiza, dos olhares amenos e conformistas.
Existem outros extratos sociais, como no caso das índias amazonas, amplamente desamparados, fragilizados, propensos a todo de tipo de mazela e ultraje. Assim, caminha a serenidade, com passos de preguiça. Assim, caminha e insanidade com passos de esperteza e crueldade.
E há quem se contenta com mulheres que vendem a virgindade em forma de leilão! Comércio do corpo, venda da alma! Contudo, essas insanidades são encaradas por muitos, nesse tempo supérfluo e consumista, como episódios épicos, heroicos. Hoje, na supremacia do comércio tudo está à venda, desde que você se sujeite a isso!