LUÍS GOMES: A CIDADE ESTÁ ACIMA DE QUESTÕES PARTIDÁRIAS

Antes do ultimato do TSE sobre a cassação do executivo de Luís Gomes, as redes sociais mostram uma batalha de palavras e acusações entre partidários e simpatizantes políticos. Essa é uma discussão conhecida, peculiar e muito pouco frutífera para o município.
As paixões partidárias não podem sobrepor o bem comum. O feiticismo e a veneração política mostram, acima de tudo, o grau de obscuridade na visão sobre a vida pública e política de muitos luisgomenses.
Sobre nós eleitores é que deveria recair todo o encanto e veneração. Somos nós que escolhemos, somos nós que proclamamos os vencedores. Somos nós que efetivamos poder aos representantes.
De nada adianta agora achincalhar ou surtar. A decisão a ser tomada será com base em provas materializadas. Se todos querem o melhor para Luís Gomes então por que estamos nessa situação de crise?
Evidente que falhas e decisões erradas, ao longo dos anos, prejudicaram imensamente as condições de vida da população. Então, o bem estar do povo luisgomense deve ser uma preocupação primordial e suprapartidária.
Agora é a hora de o povo agir em seu favor. Chega de andar na contramão! Enquanto não tomarmos consciência política, da representatividade social organizada, não teremos políticas justas.
O sistema político é fechado, egoísta e injusto. Enquanto isso, a população fica de fora, sem ser representada e sem ter coragem de manifestar-se. Precisamos construir o poder popular para frear o poder político inconsequente.
Hoje estamos na marginalidade política. E assim estaremos enquanto não organizar e fortalecer as demandas e os movimentos sociais. Não há outra saída. A começar pelo voto livre e consciente.
Mas infelizmente, muitos luisgomenses estão sendo facilmente corrompidos (alienados) com o uso da máquina pública, aceitando sem julgar o mérito das decisões políticas. Além disso, a população é refém de uma educação do comodismo, o que leva a falta de guerreiros que empunhem o escudo e a espada.