LUÍS GOMES: O QUE FALTA É COMPETÊNCIA

O atual prefeito de Luís Gomes está no poder desde outubro de 2011, com a inesperada e fatídica renúncia de Carlos José Fernandes. Da pretensa união política, surgiu um enorme muro de Berlim entre os dois grandes blocos políticos que, volta e meia, se confrontam pelo controle do poder.
Tanto direita quanto esquerda possuem projetos políticos e administrativos falidos, ultrapassados, sendo preciso uma nova política. O discurso de mudança é vazio, pois os ‘padrões’ de ineficiência se repetem e se refletem na vida pública do município. Engraçado, quando fazer o certo é a coisa mais natural e simples, se enrolam e erram. Até quando...
A atual administração está há 41 meses no poder, quase 3 anos e meio. No discurso de posse, o atual prefeito disse que faria uma administração com a cabeça e o coração, usando mais a cabeça. Pois bem! Diante de tudo que acompanhamos, certamente não usou nem o coração nem a cabeça.
A administração, ao mesmo tempo, se tornou caricata, irrisória, motivo de piada e comparações. Ao não agir com o coração, o governo vive com a ‘ajuda de aparelhos’. E como não se pensa com a razão, isto é, com a cabeça, temos um governo que mais parece uma ‘mula sem cabeça’?
Com o fim do restante do primeiro mandato e decorridos metade do segundo, fica claro que não foram só as dificuldades financeiras e climáticas que impediram de cumprir as promessas de campanha e do discurso de posse. Há muito mais uma falta de planejamento do que simplesmente a falta de meios. Em outras palavras, faltou competência.
Não é a crítica pela crítica. Se fizermos um balanço do conjunto de ações, obras e serviços prestados ver-se-á fragilidades, insuficiências e deficiências. O baixo aproveitamento de recursos federais e a falta de (bons) projetos; a inabilidade de planejamento central e, consequentemente, por parte de cargos de confiança; a aceitabilidade para com as obras ‘mortas’ ou inacabadas; o desequilíbrio quase que contínuo dos meios financeiros, contábeis e fiscais; o descrédito e a descrença da população; as constantes medidas de ajustamento de conduta; a escalada de dívidas e problemas; a constante queda de braço com a justiça...
Sobram explicações, lamentações e desculpas. Ora, elegemos um prefeito para isso? É triste ver um prefeito, quando se explica ou tenta, se curvar a todo o momento para os problemas. O que é isso? Fraqueza? Inaptidão? Covardia? Incapacidade? Indisposição? Incompetência? Se não quer problemas nem dificuldades não deveria ter se candidatado! Ou, no popular: “Se não pode com o pote, não pegue na rodilha!”.
Não é o que vemos, não é o que queremos. Aqueles que recebem apoio incondicional da gestão não estão nem aí. Na verdade, a gestão de Luís Gomes tem sido uma grande contradição. Em seu discurso de posse, entre outras coisas, o prefeito disse que faria uma administração coerente, honesta, sincera, que moralizasse a administração pública no município, e tudo isso com a interseção de nossa senhora Sant’ana. Seria um pecado? Acho que pouco importa. Entretanto, depois que assumiu enterrou o discurso e perdeu as “rédeas do possante”...
O problema fundamental não é dinheiro. Dinheiro sem boas ideias, sem planejamento, sem esforço coletivo e desvinculado de uma visão de futuro, pouco ou nada resolve. O que realmente falta é competência, pensar grande! Como dizia Ariano Suassuna, o povo cansou de roer o osso, o povo quer o filé... Consequências estão por vir...