LUÍS GOMES: SEM PALAVRAS

Quando nos faltam palavras é sinal de que passou da hora de agir, de colocar em prática a mudança que desmonta a sonolência, o comodismo e a ineficiência. Não podemos continuar na mesmice que, continuamente, nos envergonha social e administrativamente.
Engraçado, como o poder e a ganância tiram de várias pessoas o que lhe deveria ser mais caro: a honra, a honestidade, a hombridade, a grandeza de espírito. As críticas estão aí para refletir e para mudar para melhor. Mas, infelizmente, continuamos presos com camisas de força e mordaças.
Estamos a fazer que nem Pilatos, dizendo baixinho que “lavo minhas mãos”? Somos covardes, sem coragem, sem autonomia, sem vergonha na cara? Nunca seremos grandes em pátria ou em cidadania se continuar com a tática da tartaruga, que diante de qualquer intempérie se esconde dentro do casco.
Ultimamente, sinto-me envergonhado em ser luisgomense, principalmente por saber que nos falta à liberdade, a sabedoria e a coragem de lutar por nossos ideais e necessidades. O som da nossa voz é vencido pelo “cri cri” de um grilo.
Mas continuo a amar essa terra, como um filho ama sua mãe. E por isso, dispenso algum tempo para rabiscar algumas palavras na esperança de que dias melhoras floresçam nestas plagas. Para Luís Gomes não quero ouro, quero Liberdade. Para Luís Gomes não quero prata, quero Responsabilidade. Para Luís Gomes não quero bronze, quero Consciência.
Por enquanto, Luís Gomes continua de LUTO, porque vivemos um contingente de “faltas”, descasos, desnorteamentos, dívidas, tanto por parte da sociedade quanto da esfera administrativa.