RESPEITAR E VALORIZAR AS NOSSAS ORIGENS

O dia do índio foi criado no dia 19 de abril de 1943, no Governo do populista Getúlio Vargas, para comemorar e enaltecer a cultura e os valores do povo indígena. 
Atualmente, o Brasil possui um total de 817.963 indígenas (0,47% da população do Brasil), nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, de 305 etnias e 274 idiomas, de acordo com o Censo de 2010.
Essa data serve também para entender que os primeiros habitantes do Brasil merecem respeito, reconhecimento e leis que mantenham as tribos e o seu legado protegidos e amparados. 
A nossa sociedade, em boa parte, por conta de uma cultura neoliberalista massificante, tem deixado de lado a memória e a história dos povos indígenas e de outras minorais da sociedade. A cada ano, de um modo geral, a mídia tem esquecido dessa data histórica. Essas são causas da sociedade brasileira, "a salvação dos índios, a escolarização das crianças, a reforma agrária, o socialismo em liberdade" (Darcy Ribeiro).
Em Luís Gomes é uma terra acolhedora, de modo que índios por aqui se fixaram e constituíram moradias e famílias. O caso mais conhecido é o de Caboclo Brabo, que aqui viveu por muitos anos.
Vejamos algumas informações sobre sua vida, a partir do comentário de Katiana Karlla:
PEDRO ÍNDIO DA COSTA (conhecido por Caboclo Brabo). Nasceu no ano de 1863, índio da Amazônia, tribo desconhecida. Chegou à cidade de Luís Gomes aos 12 anos de idade por intermédio da família Torquato. Segundo conta a história ele foi encontrado quase morto, por mordidas de cachorro.
PEDRO ÍNDIO DA COSTA, casou-se com Umbilina Maria da Conceição que também era descendente de índio, desta união tiveram 6 filhos, Pedro Costa Filho, Severino Pedro da Costa, Antônio Costa, Raimundo Costa, José Costa e Expedito Costa. Sua profissão era coveiro, mas não cobrava pelo serviço. Morreu aos 105 anos em agosto do ano de 1968.