O BICHO PAPĀO NÃO É A DOUTORA

Não podia deixar, depois de acompanhar diversos comentários, uns mais e outros menos inteligentes, de me manifestar também sobre a "tal foto" que eu coloquei na rede, tirada ontem, logo após definição de uma das chapas que dizem irá concorrer ao pleito de 05 de julho.
Antes, preciso dizer. Eu admiro o trabalho da Dra. Antônia Gomes Abrantes, pessoa melhor não existe. É minha amiga, é amiga da minha família, é amiga da grande maioria do povo de Luís Gomes. Apenas manifestei minha insatisfação sobre alguns que estão ao seu lado, na foto que postei num texto anterior. Mesmo porque, também por causa disso, do conteúdo da foto, pode me impedir e também ao PT, o que lamento, da possibilidade de manifestar o nosso modesto apoio ao seu projeto político.
Repito. Não por ela. Dra. Antônia é um ser humano maravilhoso, de boa índole, solidária, honesta. Talvez muito mais do que qualquer outro político de Luís Gomes. Não posso manifestar minha impressão positiva, dizer o mesmo, dividir os mesmos adjetivos elogiosos, com algumas das pessoas que estão ao seu redor, de quem lhe restou como opção. Alguns deles podem até somar, mas outras não, porque não tem credibilidade e tampouco pode fazer e dizer nada que precisamos neste momento.
Oportuno ainda registrar que alguns da fotografia, minaram o que foi construído por quem apostava no novo. Também são os responsáveis pelo adiamento dos projetos mais acalentados pelo grupo que queria viver uma nova política que, ao meu ver, começou mais ativamente com a Equipe de Comunicação da Igreja Católica. Alguns da foto são antagonistas porque com sua vontade de apenas chegar ao poder e não saber usar, e alguns por nem saber ser um bom conselheiro, tiveram participação importante na destruição, em pouco mais de dois anos, de tudo que durou mais de vinte anos em construção. Doloroso é ver, que ao longo desse tempo, por causa também e principalmente disso, o grupo original esfacelado, pensando e agindo diferente de outros tempos. Parece que agora o que mais importa é o EU e não o NÓS.
Estamos carentes de políticos que possam apontar rumos, saídas, caminhos que nos levem a superar problemas mais recentes e outros que já caducam, que aparentam sem solução. Muitos políticos, dos que temos na ativa, já tiveram a oportunidade de encontrar soluções, também porque assumiram o executivo, mas deixaram pouco de construtivo e muita maquiagem. Nosso retrato na educação, saúde e cultura, além de outros, são provas incontestáveis do que foi dito. Alguns dos problemas, para piorar, ficaram com a maquiagem terrível, feia de doer. Resolver é nossa tarefa no momento, mesmo que para isso tenha que deixar diferenças ideológicas de lado.
Mas também é oportuno dizer que pelo andar da coisa não teremos nem uma chapa 70 %. Também é querer demais quando se conhece os porões da política de Luís Gomes. Embora que, quase tudo é assim, principalmente nessa nossa região que ainda não conseguiu deixar de lado certas marcas do coronelismo. Vamos torcer que, se não tem como ser a melhor que precisamos e merecemos, seja ao menos a chapa menos ruim, para dá condições ao eleitor de escolher sem se arrepender muito, sem sofrer tanto depois.
Por outro é difícil enxergar que a maioria do nosso eleitorado use de critérios devidos na hora de fazer suas escolhas. Apesar de que, para esses, estão mais do que corretas as suas decisões. Quanto a isso não precisa de muitas explicações, apontar as razões. Talvez daqui a cem anos possa ser diferente, possam pensar e fazer diferente.
Aos que entendem que será fácil o embate, estão enganados. Não vai ser como esperam e pintam alguns. Apesar disso eu desejo que seja uma campanha propositiva, objetiva, de apontamento de soluções, sem agressões e promessas mirabolantes. Não dá para querer usar o precioso tempo lavando roupa suja no palanque porque todos os lados estão muito encardidos, manchas que produto nenhum conhecido é capaz de tirar. Perder tempo com ataques, em tão pouco tempo de campanha, pode ser o sinal mais claro de que nada de bom tal político ou grupo tem a oferecer.
Usando as palavras, parafraseando um político luisgomense, acho que foi Seu Quinco, que disse noutro contexto, num famoso telegrama, mas que cabe dizer agora, espero que, quando terminar tudo isso, "entre mortos e feridos escapem (escaparam) todos".
Texto de Luciano Pinheiro.