IMPOSTOS EM VÃO

Ontem foi comemorado, em todo país, o Dia da Liberdade de Impostos, uma data criada há sete anos para conscientizar o consumidor sobre o peso da carga tributária sobre o consumo dos brasileiros.
Há tempos, a gente já sente na pele, mas nada como os números para dar forma ao descaso e ao descalabro. O Brasil é o país com o pior retorno dos impostos entre os 30 países com as maiores cargas tributárias do mundo. Quem revela é uma pesquisa do IBPT – Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, que avalia itens como o Produto Interno Bruto, que é a soma das riquezas produzidas no país, o conjunto de impostos arrecadados e o IDH – Índice de Desenvolvimento Humano.
Este é o quinto ano em que o Brasil ocupa a última colocação da lista. Desta vez, conseguimos perder até para países da América Latina como a decadente Argentina.
A carga tributária brasileira é pesadíssima. Em 2014, chegou a 35,42% do PIB – a maior da história, e bate recorde a cada ano que passa. Este ano, o total de impostos já ultrapassa os 866 bilhões de reais.
Desse total, os brasileiros mais pobres – com renda de até três salários mínimos - pagam quase 54%.
Quem acha que o maior problema do brasileiro é a carga tributária está enganado. Afinal, é como dizem: Da morte e dos impostos, ninguém escapa!
Mas é um abuso pagar impostos de Primeiro Mundo e ter, em troca, saúde, transporte, segurança padrão Terceiro Mundo. É inadmissível recolher praticamente a mesma carga tributária da Islândia, que é de 35,5% e saber que o destino de todo esse recurso é saciar a fome dos corruptos e alimentar a inoperante e dispendiosa máquina pública.
E além de carregar o fardo dos altos impostos, o cidadão é obrigado a bancar, por fora, necessidades básicas que deveriam ser supridas pelo poder público.
Mas, o brasileiro segue passivo e acomodado, enquanto vê cinco meses de trabalho desaparecerem em impostos – em vão.