LUÍS GOMES: POLÍTICA DE OPORTUNIDADES

O município de Luís Gomes vive dias excêntricos com a proximidade das eleições suplementares para prefeito e vice-prefeito no dia 05 de julho de 2015, instante que se festeja a democracia de direito e a esperança de dias melhores.
A política tem a missão de propor e efetuar mudanças junto à coletividade. E o povo quase sempre se mostra refém das decisões e da vontade política na superação dos desafios, em tempos de escassez de recursos e de eficiência administrativa.
É tempo de analisar a postura de candidatos, as propostas e a viabilidade, estratégias e visão de futuro. Observar as atitudes, a sensibilidade, a positividade, a dedicação, as convicções, o senso de justiça, a opinião equilibrada, são considerações importantes.
A oportunidade está aí. Da parte da maioria dos políticos quase tudo é visualizado como meios para alcançar seus objetivos. Não importa que se comunguem ideais e ódios, verdades e mentiras, simpatia e hipocrisia, ilibados e corruptos, justiça e imoralidade...
Os cidadãos de Luís Gomes, em contrapartida, possuem uma oportunidade ímpar e cada vez mais decisiva de mudar a sua própria história de atraso e de decepções. Não podemos permitir que o projeto de poder se torne maior do que o projeto de mudança social.
A escolha de um político sério e trabalhador faz toda a diferença. Entretanto, muitas vezes pouco importa quem escolhemos para assumir a prefeitura, se a população for efetivamente cidadã e participativa apenas nas eleições municipais. É escassez de bons políticos ou de uma sociedade que luta por seus direitos e cumprimento das leis?
Depois de eleito, os representantes do povo precisam sentir o peso da responsabilidade com a colaboração e cobrança da sociedade, sempre que for necessário. É um processo dialógico e coletivo de construção das metas, estratégias e resultados esperados.
A nossa responsabilidade não se restringe apenas em escolher os representantes administrativos, essa missão deve se estender durante todo o mandato eletivo. Se assim não for, corremos o risco da vontade política ser maior que a vontade popular, uma equação que, normalmente, resulta em ineficiência e imoralidade administrativa.
Enquanto o povo não se libertar, consideravelmente, das amarras do poder político-econômico, da mordaça da falta de autonomia financeira, da prisão de ideias ultrapassadas, da perspectiva utilitarista e imediatista de vida, teremos uma longa e dolorosa luta na qualificação da gestão pública de Luís Gomes e de todo o país.
É sempre tempo de oportunidades. Tempo de escolher um bom representante. Se não, tempo de propor uma boa crítica. Se não, tempo de manifestar-se. Se não, tempo de acionar os mecanismos legais. Se não, tempo de resignação. Se não, tempo de aprendizagem. Se não, tempo de impeachment. Se não, tempo de inquietação positiva. Se não, quem sabe, uma mistura de tudo isso...