LUÍS GOMES: MERCADO DINÂMICO E COMPETITIVO

“Vivemos em um mundo onde tudo tem preço, mas quase nada tem valor, e as poucas coisas que tem valor poucos sabem valorizar”.
Certamente, vivemos num contexto altamente globalizado, tecnológico, competitivo e dinâmico, onde o acúmulo de conhecimentos, habilidades e experiências tem um papel determinante para o sucesso pessoal e profissional.
É uma realidade, sem dúvida, desafiadora para quem almeja a independência, autonomia financeira, qualidade de vida e a construção de uma sociedade melhor. Para se pensar no futuro é necessário construí-lo hoje com determinação e efetividade. Para se pensar no futuro, precisamos pensar também nas outras pessoas, pois é assim que se faz a cidadania e a democracia.
A nossa realidade, por analogia, exige colaboradores que saibam lidar com a pressão, a insegurança e o medo. Mais que isso, que sejam competentes, proativos, inteligentes e resolutivos. Tais atributos não são inatos ao ser humano. Temos que forjá-los a ferro e fogo...
Não temam! As nossas vidas se expandem ou se contraem a medida da nossa coragem. Muitas vezes, os nossos medos bloqueiam os nossos sentimentos e os nossos desejos. Tem pessoas que são frustradas com a vida, com os vizinhos, com a esposa, com o trabalho, com os estudos... Temos que vencer os nossos monstros interiores para termos êxito em nossa vida acadêmica, social e profissional.
Em nossa região, a inserção no mercado de trabalho nem sempre é fácil e nem sempre é satisfatória. Isso ocorre, principalmente, pela baixa capacidade de empregabilidade e pelo baixo nível dos salários oferecidos, provocando migração de muitos conterrâneos para os grandes centros. Do outro lado, muitos trabalhadores por falta de motivação, inclusive em carreira estável, ficam estagnados. Não estudam, não se atualizam, não buscam novos horizontes. Resultado: insatisfação profissional.
E vocês estão convictos em relação às vossas escolhas? Certamente, nem todos! Mas, a vida tem dessas coisas. Nem sempre fazemos o que amamos, mas podemos nos identificar com o que fazemos. Um dia a gente faz o que é necessário; noutro o que é possível; até que chega o dia de fazermos o impossível, dizia São Francisco de Assis.
De fato, o mercado de trabalho, de um modo geral, não está favorável. As perspectivas, a curto e médio prazo, não são animadores. Vejam vocês, como as questões da macroeconomia relacionadas ao mundo e ao país refletem sobre nossas vidas: crescimento econômico, superávit primário, dívida pública, atração de investimentos, confiança dos investidores, oportunidades competitivas, inflação, entre tantas outras questões estratégicas.
O país está passando por mais uma crise econômica, mas que sofre reflexos importantes da crise política, da crise energética, da crise hídrica, da crise de credibilidade das instituições públicas.
A realidade dos municípios de nossa região são reflexos desse arrocho, por que não dizer sufocamento. As prefeituras não fecham as contas. Atraso de pagamentos de funcionários, greves, instabilidade.
Não desejamos e não queremos ser pessimistas, estamos apenas alertando para a atual conjuntura sociopolítica e econômica que atravessamos. Mas a crise tem seu lado bom, nos tira da zona de conforto, nos ensina a ter uma existência mais crítica e estratégica diante da realidade.
Entretanto, não são apenas notícias ruins. Em tempos difíceis também há oportunidades. Oportunidade, principalmente, de aprender. Vocês foram os escolhidos, é tempo de crescer, por ser um momento único, de novas descobertas, desafios, relacionamentos e objetivos.