LUÍS GOMES NÃO GANHA SELO UNICEF

Por ocasião do II Fórum Comunitário Selo Unicef
A divulgação ainda não é oficial, mas o município de Luís Gomes, Rio Grande do Norte, não conseguiu a aprovação do Selo Unicef, edição 2013-2016. Nas quatro edições do Selo, apenas em 2008 a Serra de Santana logrou êxito.
É uma triste notícia saber que nossa terra não receberá tão importante titularidade. Com isso, perdemos recursos e oportunidades, a partir de projetos, ações, ideias, aporte de recursos, parcerias e benefícios sociais.
Dentre os indicadores de maior destaque estavam os índices sobre a taxa de mortalidade infantil, cobertura vacinal, taxa de abandono escolar, distorção idade-série, acompanhamento das gestantes e testes de HIV e Sífilis, registro civil de nascidos vivos, entre outros.
Os esforços objetivavam a redução da mortalidade infantil e materna; qualificação de crianças e adolescentes com educação básica de qualidade; redução da transmissão vertical dos casos de HIV/aids; diminuição da violência e a exploração contra crianças e adolescentes; fortalecimento da cidadania e da igualdade; acesso dos adolescentes às políticas públicas multissetoriais; acesso a informação dos jovens e promoção pela redução das desigualdades; e a oportunidade de inclusão de crianças e adolescentes no esporte e centros educacionais.
Diante da não aprovação, alguns questionamentos vêm à tona: Que indicador (es) o município deixou a desejar? Se a aprovação do Selo Unicef em Luís Gomes representava, de certo modo, o compromisso e o respeito pela vida e a garantia do pleno desenvolvimento de crianças e adolescentes, por meio de políticas públicas planejadas e engajadas, então o que dizer a população? De acordo com a Folha de São Paulo, em parceria com o instituto Datafolha, matéria inclusive amplamente divulgada pela imprensa local, se Luís Gomes é um dos 50 municípios mais eficientes em termos de saúde, educação e saneamento, como pode então não conquistar o Selo Unicef? Haveria outros questionamentos, mas, por hora, esses são suficientes.
Evidentemente que esse tema merece, no mínimo, uma reflexão da comunidade. Parece que as informações não se encaixam ou não são consistentes. O que deu errado? Quais foram as falhas, se é que houveram? Não é julgamento, é a devida cobrança que os cidadãos têm direito e dever de fazê-la. Noutras palavras, a sucessão de fatos parece contraditória, pois no fim das contas a lógica foi outra.
Não queremos diretamente responsabilizar ninguém, não é nosso objetivo. De qualquer forma a sociedade fará seu juízo de valor sobre todo esse processo que resultou não em fracasso, mas na perda do principal objetivo, que seria a conquista de uma importante “insígnia”, contributiva na melhoria de vida de muitos luís-gomenses.