LUÍS GOMES UNIDO CONTRA O AEDES AEGYPTI

O município de Luís Gomes festeja as primeiras chuvas de janeiro, o cheiro de terra molhado e as novas cores na paisagem alegram o sertanejo, em sua fatigada esperança de dias melhores. Em outros tempos, em outros períodos invernosos a preocupação era o plantio, as criações e as goteiras da casa.
Hoje a preocupação aumenta quando se sabe que o inimigo público número 1, um mosquito pequeno e letal, está só esperando a oportunidade, a desatenção para se proliferar e atingir em cheio o seio das famílias luís-gomenses.
Quem não se recorde da terrível epidemia que assolou o município no ano passado, no mês de fevereiro e, mais intensamente, no mês de março e abril. O período ficou marcado dolorosamente nas mentes da população, em cada rua, em cada comunidade, no rosto de crianças e idosos.
O mosquito transmissor da dengue, zika e febre chikungunya, o Aedes Aegypti é mortal. Em 2017 foram notificadas 794 mortes no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde. A preocupação deve ser proporcional a necessidade de engajamento de todos no combate a esse infame e impiedoso mosquito, que não escolhe vítima, nem idade, nem classe social.
O período de chuvas e o calor apenas reforçam a necessidade de controle do mosquito da dengue, zika e chikungunya. Algumas cidades já planejaram ações para efetivamente impedir seu avanço e destruição, até mesmo com o chamado “arrastão”.
Em Luís Gomes ainda não é de conhecimento público qualquer planejamento estratégico do sistema de saúde, em aspecto mais amplo, com ações de conscientização e de prevenção... Ainda, ao que parece, não foi dado o pontapé inicial. E é necessário fazer além da rotina, o trabalho de motivação e avivamento da comunidade para dar-se as mãos nessa tarefa pública e coletiva.
Deste modo, alertamos aos munícipes, ao povo luís-gomense para contribuir, para colaborar no combate efetivo contra esse assombroso e angustiante mal. É apenas um mosquito que se não tratado com a devida atenção e cuidado, poderá vencer mais uma batalha contra o ser humano. Quem gostaria de reviver a situação nefasta de 2016? Evidente que ninguém. Mas não basta “querer”, é preciso “fazer” para que todos tenhamos um tempo de prosperidade e harmonia.