FEBRE AMARELA NO RIO GRANDE DO NORTE

Nos últimos dias, alguns boatos surgiram com a informação de que o Estado do Rio Grande do Norte seria uma área propensa a transmissão da febre amarela. Em ambiente silvestre, em áreas florestais, o vetor da febre amarela é o mosquito Haemagogus e no meio urbano, a transmissão ocorre através do mosquito Aedes aegypti.
Os sintomas da febre amarela são preocupantes, com febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias. Nos casos mais graves podem ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia, manifestações hemorrágicas e cansaço intenso.
Diante dos boatos a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) esclareceu que o Rio Grande do Norte não é considerado pelo Ministério da Saúde área de transmissão da febre amarela. Que no Brasil, desde 1942, não há registros da doença em áreas urbanas.
Na verdade, criaram um clima de pânico através de informações equivocadas, falsas, cada vez mais comuns nas redes sociais. Muitas pessoas repassam e disseminam informações sem nenhuma comprovação ou critério gerando uma tensão desnecessária. O que falta, muitas vezes, é o bom senso de pessoas que querem posar de bem informadas, como se fossem jornalistas dando um “furo” de reportagem. É preciso ter responsabilidade para não interferir negativamente na vida social.