COTAS PARA HOMOSSEXUAIS E TRANSEXUAIS

A época do politicamente correto vem produzindo efeitos danosos a sociedade, com a disseminação de um falso moralismo, de uma pretensa polidez nos discursos, de uma liberdade vigiada e amplamente ameaçada.
A liberdade de expressão agora possui expressões corretas e expressões impróprias. O que até pouco tempo era usual, perdeu sentido pela necessidade de se dizer certas coisas com amplificação de eufemismos. Nada de negro, homossexual, agora é afrodescendente ou homoafetivo.
Nessa luta pelo dizer mais cauteloso, meticuloso, agora convivemos com os discursos e ideias polidas. Se a emissão de opinião é desfavorável sobre determinado grupo social, já é motivo de clichê, de rotulagem: xenófobo, homofóbico, misógino, racista, preconceituoso...
Então, seremos homofóbicos em dizer, por meio de opinião, que cotas para homossexuais em concursos públicos é algo injusto? Essa é a intenção da Câmara dos Deputados ao aprovar na CCJ um projeto que prevê cotas de 15% para homossexuais e transexuais em concursos públicos federais.
Alguns tipos de cotas são correções históricas necessárias para o processo de diminuição das diferenças e distâncias geradas por anos e anos de escravidão, servidão e atos afins em relação aos negros desse país, por exemplo.
Agora, cotas especiais para homossexuais e transexuais é algo impensável, é como um ato para agradar, para fazer um afago direcionado, a grupos que insistem em pressionar por regalias que dão vantagem sobre os demais. Injusto! Daqui a pouco, se continuarmos assim, as vagas em universidades e em concursos públicos serão uma grande pizza fatiada, em que a meritocracia será uma simples coadjuvante e o empenho pela educação transformadora uma simples formalidade.