SOCIEDADE TEM PRIORIDADE EM SEGURANÇA

Não é de hoje que se noticia o caos da segurança pública do Estado do Rio Grande do Norte. Em todas as regiões os índices de criminalidade aumentam, enquanto que os gastos com a segurança efetivamente caem vertiginosamente.
Não é nem preciso citar novamente Alcaçuz para ver que o Estado está quebrado, incapacitado, desmantelado em suas políticas, estratégias e ações de salvaguarda da sociedade em geral. A todo instante, mesmo nas pequenas cidades, notícias da violência entranhada e incontida.
Recentemente, a Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesed) divulgou números de ataques criminosos no ano de 2017, em agências dos Correios, em agências bancárias, em carros-fortes... Já são 45 ataques em 33 cidades da federação. Mais um número que revela a ineficiência e a insegurança em que nos encontramos.
A Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte também se reuniu com a Secretaria de Segurança Pública para discutir e buscar soluções para esses sucessivos ataques, principalmente nos Bancos que são mecanismos fundamentais para o comércio e a economia local.
Certamente, todos têm o direito a segurança garantidos na constituinte cidadã, mas o discurso voltado a proteção das agências bancárias revela, em parte, o poder do setor em pressionar lideranças e órgãos para garantir seus negócios.
Por outro lado, o tom da conversa não colocou em primeiro plano a população em geral, à margem, desprotegida e cada vez mais exposta a criminalidade, ao tráfego de drogas, a formação de quadrilhas, a prostituição e a insegurança cotidiana.