CONSTRUÇÃO DA ATUAL IGREJA DE LUÍS GOMES

Paróquia de Luís Gomes: De acordo com informações do Sr. Francisco Xavier de Oliveira, mais conhecido como Xavier de Tourinho, partícipe de todas as fases de reconstrução da Igreja de Senhora Santana em Luís Gomes, a demolição da antiga Igreja se deu nos anos 1963 e 1964, nos primeiros anos após a chegada do Padre Raimundo Osvaldo, substituto de Padre Valdécio.
A primeira empreitada se deu com o Mestre Manoel de Maria Joana, da cidade de Uiraúna/PB, que conduziu os serviços até o Arco Central da Igreja. Dentre sua equipe de serviços são lembrados: Francisco Xavier, Vicente Eduvirgens, Zé do Mestre, Loria, Valderice, entre outros. Com a desistência do Mestre Manoel foi contratado o Mestre Antônio de Aragão, de mesma cidade de seu antecessor, com larga experiência em construção de igrejas. O serviço durou cerca de 3 anos. Foi construída a torre e o restante da Igreja. Sob sua supervisão o serviço foi concluído, merecendo destaque os acabamentos manuais das faixadas e arcos do novo templo. Nessa segunda fase, a equipe de Mestre Aragão contava com: Seu Tenga, Xavier, Antônio de Tenga, Geraldo de Tenga (pedreiros); Chinxarão, Ninha de Tonheiro, Avaci de Zé Carlos, Chico Anísio, Nena de Pedro Costa e Dedezão de Helena (ajudantes).
O eletricista da obra, dos primeiros serviços até sua conclusão, foi o Sr. Nido de Francinete. Todo o registro fotográfico ficou a cargo do Sr. Tintin, o fotógrafo oficial de Luís Gomes na época. Em termos de carpintaria, a obra contou com os préstimos valiosos de: Mestre Roque, Chico de Pedro, Chiquinho de Saturnino, Mestre João de Pernambuco, entre outros.
Todo o fornecimento de materiais, tais como cimento e ferragens, foi adquirido junto ao comerciante Ananias Vieira. A areia e o barro, por meio do Sr. Netinho Fontes. Boa parte do material demolido foi reutilizado, principalmente pedras e madeiras. Ainda segundo o Sr. Xavier, durante a demolição foi encontrada uma peça de madeira, mais conhecida como “brabo”, nas dimensões de 0,80 x 0,80 m, que ia de um extremo a outro do coro da igreja. Depois de serrada, produziu 34 linhas de 3 x 12, utilizadas no teto do atual templo.
As madeiras para escoramento da obra foram extraídas da mata nativa da terra de Zuca Fernandes, principalmente o agave (agave sisalana) utilizado nos andaimes. A soleira antiga da porta principal era de pedra talhada, nas dimensões de 3,0 x 1.0 x 0,30m, que durante muitos anos ficou exposta na Rua Adolfo Paulino, em frente à casa de Seu Otílio.
Os recursos financeiros para a obra foram recolhidos através de doações com a passagem da Santa pelas casas da comunidade, todos os dias. O dinheiro recebido ficava a cargo de três tesoureiros: Adolfo Paulino, Miguel Aquino de Lacerda e Francisquinha Lopes. Um registro importante: durante toda a execução da obra não houve nenhum acidente de trabalho.
Por fim, o projeto da Igreja foi concebido a partir de uma visita de Padre Osvaldo, e dos mestres da obra, à Igreja de Tenente Ananias, que inspirou a nova arquitetura e design, para o projeto da nova Igreja, que não teve versão em papel, segundo o Sr. Xavier.
Pesquisa e texto: Ana Kaliane Costa.

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