PARÓQUIA DE LUÍS GOMES: A SUSPENSÃO E O RETORNO

A Igreja Católica passava por profundas mudanças com o Concílio Vaticano II, com várias conferências entre 1962 a 1965, que tinha como objetivo promover uma atualização da fé católica, com a renovação de costumes, com um evangelho dinâmico e uma nova sensibilidade para a liberdade e os direitos humanos. Foi nesse período, inclusive, que as missas deixaram de ser celebradas em latim, com o padre, na maior parte do tempo, de costas para os fiéis.
Por sua vez, Luís Gomes seguia o seu continuum religioso, numa forte conexão entre o seu líder e os paroquianos. Porém, um fato desencadearia grandes mudanças e um forte abalo nas estruturas da freguesia de Santana. Em toda diocese correu o boato que Padre Osvaldo seria candidato a prefeito municipal nas eleições de 1988. O bispo Dom José Freire de Oliveira Neto, o advertiu que, uma vez confirmada a candidatura, estaria obrigado a suspendê-lo da função de pároco, de acordo com a prescrição do direito canônico. Mesmo assim, o sacerdote lançou-se ao pleito eleitoral em 26 de agosto daquele ano, o que levou o bispo a suspendê-lo do poder da ordem e de regime, isto é, implicou no afastamento de suas funções sacerdotais, em 29 de agosto de 1988.
Houve grande comoção com a notícia do afastamento. A comunidade não compreendia e nem queria aceitar a tomada de decisão, mas a veredicto foi cumprido. Em 1º de setembro, Pe. Pedro Lapo tornava-se o novo administrador paroquial da Paróquia de Luís Gomes.
Depois de 16 anos, 9 meses e 5 dias, o Revmo. Padre Raimundo Osvaldo Rocha retornava as suas funções sacerdotais e administrativas, frente à Paróquia de Santana, com júbilo, comemorações, festejos e uma missa especial presidida pelo bispo Dom Mariano Manzana. Era o dia 25 de junho de 2005, um dia de grande alegria e felicidade para os paroquianos da Serra do Senhor Bom Jesus.

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